sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Croqui - minha evolução

Comecei a desenhar croqui há menos de um mês, então não há uma evolução muito significativa, mas gostaria de mostrar assim mesmo o que desenvolvi durante e após o curso Ilustração de Moda - um croqui para chamar de seu.



O desenho 1 foi feito junto com a professora e tentei ser o mais fiel possível às suas explicações. Foi o meu primeiro croqui. 
A partir dele, tentei criar uma proporção um pouco menos esquelética, que me agradasse mais, com um pescoço menos girafa e com um rosto menos fino. O resultado foi o desenho 2, mas ainda não estava bom... Ficou muito caderuda e com um tronco superior muito achatadinho. 
Fiz, então, o 3, alongando um pouquinho o tronco superior e diminuindo quase nada o quadril.


Como alarguei o quadril, me pareceu justo fazer os braços, punhos, tornozelos e pernas um pouco menos finos. Cheguei então ao desenho 4, a proporção que tentaria manter nos meus próximos croquis.
O curso foi evoluindo e aprendemos a dar um pouco mais de vida ao desenho, dando-lhe movimento, e aí estão os  desenhos 5 e 6.


O próximo passo foi dar um giro completo! Vimos croqui de lado e de costas, como represento nos desenhos 7 e 8.


Íamos agora aprender roupas, então quis criar uma base bem bacana, e fiz o 9, que ficou com uma perna nada natural, mas só reparei depois, e o 10.


Para corrigir a perna artificial, fiz o desenho 11
No curso, vemos unicamente croquis femininos, mas quis me aventurar um pouco com o masculino e criei esse do 12, mas desenhar homens nunca foi meu forte, e continua não sendo... Vou deixar homens de lado por enquanto.


Fiz mai um desenho com movimento, o 13, e entramos nas roupas. As do 14 foram dadas no curso, mas as do 15 foi criação totalmente minha. Ainda quero fazer mais roupas inspiradas no Século XX.



Por fim, me aventurei um pouco na aquarela. Acho que não mexia com tinta desde que era criança! O desenho 16 foi feito numa folha de 120 g/m², nada apropriada, que acabou enrugando toda, mas foi proposital; queria primeiro ter certeza que não ia sair um total desastre antes de comprar as caríssimas folhas de 300 g/m². Como gostei do resultado, abri a carteira, comprei a bendita folha e fiz os desenhos 17 e 18.
Por enquanto, esta é a minha evolução. Ainda preciso aprender muitas técnicas, tanto de desenho, quanto de pintura, mas já acho que estou dando um pouquinho de toque pessoal e isso me deixa feliz.
A medida que for fazendo mais desenhos, postarei aqui! 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Como aprendi a desenhar

Esse título, na verdade, é um pouco errôneo, pois não aprendi realmente a desenhar; ainda estou aprendendo! E creio que sempre estarei. Acho que o título ideal seria "como comecei a aprender a desenhar croqui", mas seria um título muito grande e acho que menos chamativo.

Independentemente, vamos lá!

Desenho desde sempre. Minha avó desenhava, minha mãe desenha e minha irmã também. O desenho sempre esteve presente em minha vida e sempre recebi muito incentivo, por mais feio, desproporcional ou maluco que ficasse o rabisco. Isso influenciou muito na minha evolução.

Quando adolescente, conheci o mangá e me apaixonei. Minha irmã comprou umas revistas na banca que ensinavam algumas técnicas e eu tentei aprender com ela. Não sei se por ser mais velha, por ser mais talentosa ou se por se dedicar mais, minha irmã sempre foi melhor nisso do que eu e, com o novo estilo, não foi diferente. Me lembro que até desanimei no começo e tentei partir para outro rumo, que sentia que me adequava mais (o estilo de desenho da HQ teen Witch, na época), porém acabei cedendo ao mangá, que se adentrava cada vez mais em minha vida.

Um dos meus primeiros desenhos estilo mangá da vida eu dei para minha mãe. Não estava lindo, mas me orgulhei muito. Até que ela comentou, na maior inocência: "você trocou os pés!". Fiquei muito chateada... Como não havia percebido que os dedões ficam para dentro e não para fora dos pés? Mas então recebi outra vez incentivo. Se não fosse pela mamãe, talvez eu tivesse desistido do desenho há muito tempo, pois ela sempre me dizia que eu tinha o meu próprio tempo e que me comparar à minha irmã não era algo que eu devia fazer.

Aprendi a respeitar o meu próprio ritmo e, mesmo que outros desenhassem melhor que eu, não significava que eu nunca seria boa, ao meu próprio estilo.

Muitos anos se passaram e permaneci no mangá. As únicas aulas que havia tido na vida foram daquelas revistas, mas consegui evoluir bastante desde os 12 anos. Desenho se tornou um prazeroso hobbie.


O CROQUI

Atualmente, minha irmã é professora e coordenadora do curso de Design Gráfico da Faculdade Estácio de Sá. Eu me orgulho muito dela e foi com seu incentivo e empolgação que comecei a estudar desenho de moda.

Tenho um curso online de croqui, mas nunca tinha assistido. Nesse semestre, porém, minha irmã está lecionando desenho de moda e eu quis conhecer um pouco mais esse universo. Assisti a todo o curso e me dediquei muito, desenhando, fazendo anotações, criando... Uma aluna exemplar! E ela me apoiou bastante. Imagino que sem a sua empolgação em lecionar a matéria, eu mesma não teria me animado a estudar.

Sei que devemos tirar nosso incentivo de nós mesmos, sem depender dos outros, e que pode parecer que sem minha mãe e irmã eu não teria saído do lugar. E talvez não saísse realmente. A questão é que desenho sempre me foi um hobbie e acreditava que, assim sendo, não deveria trazer maiores esforços, como ter que estudar e me dedicar.

Hoje o desenho é mais do que um simples passatempo, é uma forma de expressão, e percebi que me dedicar a ele não é chato ou sacrificante. Na verdade, quanto mais me dedico, mais me apaixono! E por sua causa estou adentrando no universo da moda, algo que nunca me interessou muito até então.

Esse blog existe para que eu escreva minhas descobertas e evolução, não apenas no desenho, mas na moda como um todo.


Curso online: Ilustração de moda - um croqui para chamar de seu